quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Artigo GAZETA LUSÓFONA Maria João em Villars-sur- Ollon

  

"Villlars de vivre”  decorreu do dia 10 ao 12 de Setembro no prestigiado  hotel “Villars Palace” em “Villars-sur-Ollon”

Maria João actuou no dia 11 de Setembro no espectáculo “Villars de Vivre” e foi como uma…
…explosão contagiante de sons, cores ...sonho puro.

Maria João poderia ser o nome de um planeta, com mais cores ainda do que o arco íris. Os rios não seriam de água mas de música. As músicas viriam de todos os cantos do mundo, de todos os géneros  de música unindo todos os povos e juntos celebrariam assim o facto de existir, de estar vivo. Os seus habitantes respirariam música, vestiriam belos fatos feitos de notas musicais, viveriam da música, para a música, seriam a própria música. E esta se espalharia por todo o lado em alegria e cores e sons melodiosos que curariam todos os males.
O concerto a que assisti no passado dia 11 de Setembro com os cantores Maria João e David Linx ,  “Follow the songlines”os pianistas Mário Laginha e Diederik Wissels, Chistophe Wallemme (contrabaixo) e Stephane Huchard (precursão), foi como entrar dentro história Alice no Pais das Maravilhas, podemos até não saber o nome das músicas os estilos musicais, os autores mas deixamo-nos levar pela emoção pelo colorido como se entrássemos confiantes, num sonho.
Já veio actuar mais vezes à  Suíça ? Já vim há alguns anos atrás ao festival de Montreux com o Mário Laginha e com a cantora japonesa Aki Takase e também algumas vezes a Zurique. Infelizmente não venho muito à Suíça os meus concertos não se enquadram nos gostos e nos programas da comunidade portuguesa porque há um preconceito,  pensa-se que o fado é a música que representa melhor Portugal. A música portuguesa não tem que ser sempre obrigatoriamente triste. O fado tem um estilo mais fechado. A nossa música também é portuguesa, só que é outro Portugal, e o Portugal que foi descobrir outros sons, se abre ao mundo. A nossa música é mais alegre mais colorida, eu diria que é uma música curiosa.
Não tem medo de se afastar de certos públicos? A música que fazemos é a que gostamos, felizmente temos público que gosta de nos ouvir.
Quais são os vossos próximos concertos? Na próxima semana vamos ao Brasil, festival de Porto Alegre em Cena, num teatro . Os brasileiros gostam muito do nosso estilo de música, identificam-se com ela. A seguir vamos actuar na Madeira. Já actuámos no “Bourban Street” um dos maiores clubes de S. Paulo (Brasil), em Itália, França, Bélgica, Argentina, Uruguai, etc.  
Como é que começou esta aventura da música? Comecei no Jazz clássico primeiro ouvia e tentava imitar Ella Fitzeralg, Billy Holliday,,depois fui evoluindo ouvia Betty Carter que tinha uma música mais elaborada. Também me inspirei bastante na música brasileira, Elis Regina, Caetano Veloso. O fado também me influenciou, eu era uma espécie de esponja, absorvia toda a música de que gostava para depois criar a minha própria forma de expressão. Esta música que tocamos hoje era um pouco complicada com muitas notas, muitos arranjos. No fundo a estrutura da música é a mesma, só varia o improviso.
Compreende porque falamos tanto de saudade quando vivemos no estrangeiro? Conheço perfeitamente a       saudade, o facto de viajar tanto implica um sacrifício e um afastamento doloroso da minha família, do meu namorado, dos meus cães.



Normalmente actua em duo com o pianista Mário Laginha? Sim mas depende, por vezes em duo outras vezes             em quinteto ou ainda com um novo projecto electrónico de que gosto muito.
Que musica é que gostaria de continuar a fazer? Gosto muito da música electrónica mas sinto-me mais próxima   da pop e de artistas como Bjork e também dos músicos noruegueses da nova geração.
Daqui a 10 anos continuará ligada à música? Eu cantarei até morrer!
Maria João Monteiro Grancha, nascida a 26 de Junho de 1956, de pai português e mãe moçambicana. Em 1982 frequentou a escola de Jazz Hot Club de Lisboa. No ano seguinte estreou-se em público e gravou o seu primeiro álbum. Em 1984  obteve o prémio de revelação do ano. Em 1985 participa com muito sucesso no Festival Jazz de Cascais. Em 2003, foi a directora da academia do programa Operação Triunfo, RTP. O seu trabalho e talento têm sido reconhecidos e apreciados pelo mundo inteiro. A sua parceria com o pianista Mário Laginha tem sido coroada de grandes sucessos. O seu novo trabalho “AMORAS e FRAMBOESAS” está em preparação e aparecerá em breve. \
                      Discografia


·        Quinteto Maria João          1983          
·         Cem caminhos                  1985
·          Conversas                         1986
·         Looking for you                 1989
·         Alice                                    1992
·         Sol                                       1992
·         Danças                                1994
·         Fábula                                 1996
·        Cor                                         1998
·         Lobos Raposas
·        e Coiotes                                1998
·         Chorinho Feliz                     2000
·         Mumadji                               2001
·         Undercovers                         2002
·         Tralha                                     2004
·         João                                        2007
·         Chocolate                             2008

*Este acontecimento musical foi possível devido à colaboração de toda a equipa de Villars Tourisme e do músico de Jazz Thierry Lang   www.villarsdevivre.ch



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